Um crime brutal cometido por um adolescente chocou o País de Gales, no Reino Unido. Um jovem de 18 anos agrediu a própria mãe dentro de casa, depois a convenceu a sair sob o pretexto de buscar ajuda médica e armou uma emboscada para matá-la, registrando tudo em vídeo.
De acordo com registros do Tribunal da Coroa de Mold, Tristan Roberts passava horas diariamente na plataforma Discord, onde jogava e publicava conteúdos. Em uma das gravações, ele revelou que planejou durante três semanas o assassinato da mãe, Angela Shellis, de 45 anos.
Antes do crime, o jovem já havia agredido a mãe com socos no rosto e tentou estrangulá-la dentro de casa. Em seguida, convenceu Angela a sair para buscar ajuda. Durante o trajeto, ao atravessarem um parque, ele voltou a atacá-la e a matou com golpes de martelo. A ação, que durou cerca de quatro horas, foi filmada e publicada como uma espécie de troféu.
O tribunal teve acesso às imagens, nas quais Tristan atinge a mãe com pelo menos quatro golpes na cabeça e afirma: “Oh Deus, isso foi aterrorizante… Foi uma sensação insana.”
Segundo o jornal The Sun, o jovem havia comprado facas, machados e martelos dez dias antes do crime, logo após completar 18 anos, idade mínima legal para esse tipo de aquisição. Nas semanas anteriores, ele também publicou conteúdos perturbadores nas redes, falando abertamente sobre matar a mãe.
Angela, que também tinha outro filho, foi encontrada morta em 24 de outubro do ano passado, na cidade costeira de Prestatyn, com múltiplos traumatismos cranianos causados por objeto contundente. A polícia iniciou as buscas após o desaparecimento ser comunicado por um familiar e encontrou o corpo no parque, em estado irreconhecível.
Durante as investigações, as autoridades identificaram o planejamento do crime e prenderam Tristan na casa onde vivia com a mãe. Ele foi formalmente acusado de assassinato quatro dias depois.
Ainda de acordo com o The Sun, o jovem foi condenado nesta quarta-feira (25) à prisão perpétua, com pena mínima de 22 anos e seis meses.
Ao anunciar a sentença, o juiz Rhys Rowlands classificou o crime como extremamente grave: “Ela estaria com dor e apavorada. Era possível ouvi-la dizendo que você a estava machucando e pedindo para ligar para a emergência e deixá-la ir. Você ignorou os apelos dela e conseguiu sair de casa com o pretexto de buscar ajuda, enganando-a.”
A família da vítima, profundamente abalada, destacou o papel de Angela como mãe: “Ela tinha muitas qualidades incríveis, mas uma das maiores era a forma como se dedicava aos filhos. Era uma mãe fantástica, extremamente dedicada, que nunca desistia, não importava o quão difícil fosse a vida. Ela lutou incansavelmente por eles, e seu amor era inabalável, uma fonte de força que a sustentou e também aos seus filhos em todos os momentos”, disse um familiar.
O julgamento durou o dia inteiro e foi conduzido pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti. A decisão encerra um processo que mobilizou grande atenção pública e deve resultar na libertação imediata da ré, que estava presa preventivamente
Notícias ao Minuto | 06:40 – 25/03/2026
Fonte ==> Gazeta do Povo e Notícias ao Minuto


