28 de março de 2026

Novo ataque de Israel mata três jornalistas no Líbano; mais de um milhão de pessoas são vítimas de deslocamento forçado

Um novo ataque das forças israelenses no sul do Líbano resultou na morte de três profissionais de imprensa neste sábado (28). Segundo informações da agência AFP, que ouviu fontes militares locais, o alvo foi um veículo que transportava os jornalistas. A agressão ocorre em meio à invasão terrestre de Israel, que já provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas no país.

As vítimas foram identificadas como Al Shuaib, correspondente do canal Al Manar, e a jornalista Fátima Fatuni, da rede Al Mayadeen, que foi morta ao junto de seu irmão e cinegrafista. Ambas as emissoras confirmaram as mortes de seus profissionais enquanto desempenhavam o dever de informar sobre o conflito.

O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou o ataque, classificando-o como uma violação direta aos direitos humanos e às leis de guerra. Em comunicado oficial, o mandatário destacou que Israel ignora a proteção internacional conferida a comunicadores em zonas de conflito.

“Mais uma vez, a agressão israelense viola as regras mais elementares do direito internacional humanitário, mirando jornalistas, que são civis desempenhando um dever profissional. Este é um crime flagrante”, afirmou o chefe de Estado.

Como tem sido comum em episódios de ataques contra a imprensa na região, as Forças de Defesa de Israel (IDF) tentaram criminalizar as vítimas. Em nota, o Exército israelense alegou, sem apresentar provas, que Al Shuaib seria um integrante de grupos armados operando sob o “disfarce” de jornalista.

O Líbano enfrenta uma crise humanitária profunda desde o início da ofensiva israelense, que busca estabelecer uma zona de ocupação até o rio Litani. Em menos de um mês, os bombardeios e a invasão por terra já deixaram mais de mil mortos.

A agressão israelense em solo libanês intensificou-se após o lançamento de mísseis pelo Hezbollah, em um contexto de crescente tensão regional que envolve também o Irã e a resistência palestina em Gaza.



Fonte ==> Brasil de Fato

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