Encurralado, Flávio Bolsonaro entra no modo choradeira – 22/05/2026 – Alvaro Costa e Silva

Homem de terno escuro e camisa branca sorri e levanta o polegar direito em gesto de aprovação, cercado por várias pessoas em ambiente interno.

Em abril, quando nem ele acreditava que sua aventura presidencial estivesse sendo levada a sério e se tornasse competitiva em tão pouco tempo, o filho 01 armou com o dono do Paraná Pesquisas para que incluísse o nome de sua mãe, Rogéria, numa sondagem de intenções de voto para o Senado no Rio.

A ideia era dar um chute no ex-governador Cláudio Castro, que, caído em desgraça, não tinha mais serventia para o clã. A ex-mulher de Jair, de quem ninguém ouvia falar desde que tentou sem sucesso se eleger deputada estadual em 2022, surgiu tecnicamente empatada com a petista Benedita da Silva. Um milagre de ressuscitação.

Agora, com sua candidatura fazendo água e tendo de administrar as doses de mentira para esconder sua relação íntima com um empresário preso, Flávio Bolsonaro pediu ao TSE que suspenda a divulgação da pesquisa Atlas que o mostra ficando para trás na corrida eleitoral, uma perda de seis pontos.

A campanha do senador sustenta que a disposição das perguntas e temas, com “uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas”. Flávio queria que o instituto perguntasse o quê? Se o fim do namoro entre Virginia e Vini Jr. pode interferir na sua eleição?

Após Flávio confessar que foi discutir pessoalmente o fim de suas transações com Vorcaro, o PL se deu um prazo de 15 dias (leia-se pesquisas) para avaliar se continua ou não ao lado do candidato. Os caciques estão desconfiados das versões apresentadas pelo filho de Bolsonaro e temem novas revelações bombásticas.

Afinal, quem se arrisca a visitar um picareta que cometeu uma fraude de R$ 50 bilhões, usa tornozeleira eletrônica e se oferece para fazer uma delação premiada só para romper o namoro cara a cara? Nem a Virginia se atreveria a tanto para gravar um story.

Nenhuma “narrativa” sobre os investimentos na cine-hagiografia de Bolsonaro consegue ficar de pé. Só há uma certeza: “Dark Horse” é um abacaxi difícil de descascar. Tanto o filme quanto a crise política.



Fonte ==> Folha SP

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