4 de agosto de 2026

Crise nas contas dos estados é a pior desde 2015

Crise nas contas dos estados é a pior desde 2015

As contas públicas dos estados registraram em maio o pior resultado desde 2015. O déficit acumulado em 12 meses chegou a 0,12% do PIB — quarto mês seguido no vermelho, segundo o Banco Central (BC). É o pior desempenho desde maio de 2015. 

O desequilíbrio fiscal persiste mesmo com o Programa de Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) – projeto do governo federal de renegociação das dívidas com a União. Sem controle da folha de pessoal e revisão de gastos, o agravamento tende a se aprofundar e pode comprometer as contas federais em cenário de déficits primários crescentes.

“Para os próximos anos, acredito que teremos situações muito diferentes entre os estados. Aqueles com menor endividamento, economia mais diversificada e controle das despesas terão condições melhores. Já os estados mais endividados e com Previdência deficitária continuarão enfrentando dificuldades”, diz o professor Rodrigo Simões Galvão, da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP).

Na avaliação de Galvão, a renegociação das dívidas com o governo federal pode trazer algum alívio, mas não resolve o problema sozinha. Sem controle da folha, revisão de gastos e melhoria da gestão pública, o descompasso tende a reaparecer.