Observership reúne profissionais de Trinidad e Tobago, Colômbia e Peru e reforça a vocação do hospital como espaço de assistência, ensino e intercâmbio em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
A cirurgia da face atravessa um momento de transformação. Se, durante muito tempo, o aprendizado esteve concentrado em cursos demonstrativos e na reprodução de técnicas isoladas, a formação contemporânea passa a exigir uma compreensão mais ampla: anatomia, planejamento, segurança, dinâmica dos tecidos, indicação cirúrgica, execução e acompanhamento pós-operatório.
É nesse contexto que o Áurea Day Hospital, em Porto Alegre, vem se consolidando como um ambiente de integração entre assistência hospitalar e formação profissional. À frente do Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial está o Dr. Daniel Dias Machado, Cirurgião e Traumatologista Bucomaxilofacial, que também atua na preceptoria e na formação de profissionais interessados em cirurgia estética, funcional e reconstrutiva da face.
Recentemente, o serviço recebeu profissionais para uma experiência de observership e imersão cirúrgica envolvendo diferentes escolas da América Latina e do Caribe, com participação de profissionais de Trinidad e Tobago, Colômbia e Peru. A proposta foi aproximar esses cirurgiões da rotina de um serviço hospitalar dedicado à face, permitindo acompanhar planejamento, discussão anatômica, procedimentos e cuidados perioperatórios.
Mais do que assistir a cirurgias, a experiência representa uma oportunidade de intercâmbio científico. Cada profissional chega ao hospital trazendo sua própria trajetória, formação e experiência, enquanto encontra um ambiente no qual diferentes conceitos de cirurgia facial podem ser discutidos a partir da anatomia e da prática clínica.
Uma cirurgia que começa antes da sala operatória
Para o Dr. Daniel Dias Machado, o centro do processo não está apenas na execução de uma técnica.
A cirurgia começa muito antes da incisão: na avaliação do paciente, na compreensão das proporções faciais, na análise dos tecidos, na identificação das estruturas anatômicas relevantes e na definição dos objetivos funcionais e estéticos.
Essa filosofia também está presente na proposta educacional desenvolvida junto à Pós-Graduação em Cirurgias Estéticas da Face, que utiliza o ambiente do Áurea Day Hospital como parte da formação prática. O programa busca aproximar anatomia, planejamento e experiência hospitalar, criando uma trajetória que vai da formação anatômica à aplicação clínica supervisionada.

A lógica é simples, mas profunda: antes de aprender como operar, o profissional precisa compreender por que operar, onde atuar, quais planos anatômicos estão envolvidos e quais estruturas precisam ser preservadas.
Áurea Day Hospital: hospital e escola de prática cirúrgica
A presença de profissionais estrangeiros também evidencia uma característica importante do Áurea Day Hospital: sua utilização como ambiente de treinamento e intercâmbio profissional.
O hospital integra a programação prática da Pós-Graduação em Cirurgias Estéticas da Face e oferece estrutura para que o pós-graduando acompanhe a realidade de um serviço cirúrgico, desde a preparação do paciente até a recuperação e o acompanhamento pós-operatório.
Nesse modelo, o hospital deixa de ser apenas o local onde o procedimento acontece. Ele passa a fazer parte do processo de formação.
A experiência envolve contato com protocolos, equipe assistencial, anestesia, enfermagem, organização do centro cirúrgico, planejamento, instrumentação, execução e recuperação. Essa visão permite ao profissional compreender que segurança cirúrgica não depende exclusivamente da habilidade individual do cirurgião, mas de todo um sistema organizado.
É justamente essa cultura de serviço que o Dr. Daniel Dias Machado procura levar para a formação de novos profissionais.
Da anatomia à cirurgia estética da face
A Pós-Graduação em Cirurgias Estéticas da Face associada ao Áurea Day Hospital amplia essa proposta ao integrar formação acadêmica, anatomia aplicada e prática hospitalar.
Entre os conteúdos relacionados à cirurgia facial estão procedimentos e conceitos envolvendo blefaroplastia, lifting facial e cervical, lipoaspiração facial e cervical, otoplastia, anatomia cirúrgica da face e do pescoço, sedação, cicatrização e manejo de possíveis intercorrências.
A formação também estabelece uma ponte com o treinamento anatômico avançado promovido pela Faculdade CTA, incluindo a utilização de Cadaver Lab como ferramenta para compreensão tridimensional da anatomia.
Para quem trabalha com cirurgia facial, essa etapa é fundamental. Conhecer a face significa compreender planos, compartimentos, músculos, ligamentos, vasos, nervos e relações entre estruturas superficiais e profundas.
É essa compreensão que posteriormente permite ao cirurgião escolher uma abordagem individualizada.
O SMAS e a compreensão dos planos profundos da face
Entre os conceitos de maior relevância no treinamento de cirurgia facial está o SMAS – Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial.
O SMAS ocupa posição estratégica na compreensão do envelhecimento e do reposicionamento dos tecidos faciais. As abordagens que envolvem esse plano exigem conhecimento anatômico preciso e atenção às estruturas neurovasculares presentes nas regiões de dissecção.
Durante as atividades realizadas no serviço, as abordagens envolvendo SMAS, região malar e região cervical fazem parte da discussão sobre reposicionamento e sustentação dos tecidos faciais.
É nesse contexto que se insere a discussão de técnicas como a SMASectomia, quando indicada dentro de uma estratégia cirúrgica específica. Mais importante do que transformar o nome da técnica em um procedimento isolado é compreender sua relação com o planejamento global da face.
A filosofia defendida pelo Dr. Daniel é justamente essa: uma técnica não deve ser escolhida porque está em evidência, mas porque faz sentido para determinada anatomia, determinada indicação e determinado objetivo cirúrgico.

Um olhar internacional sobre a cirurgia facial
A presença de profissionais de Trinidad e Tobago, Colômbia e Peru amplia ainda mais o significado do programa.
O intercâmbio permite que profissionais de diferentes países compartilhem experiências, observem diferentes estratégias cirúrgicas e discutam possibilidades de abordagem diante de anatomias e necessidades distintas.
No caso da Colômbia e do Peru, a aproximação também fortalece uma rede latino-americana de formação em cirurgia facial, enquanto a participação de Trinidad e Tobago amplia esse diálogo para o Caribe.
O resultado é um ambiente multicultural no qual conhecimento não circula em uma única direção.
O observership passa, portanto, a funcionar como uma via de mão dupla: os profissionais estrangeiros acompanham a rotina do serviço brasileiro e, ao mesmo tempo, trazem suas próprias experiências para dentro das discussões.
Dr. Daniel Dias Machado: preceptoria como parte da cirurgia
A atuação do Dr. Daniel Dias Machado nesse processo vai além da posição de chefe do serviço.
Sua proposta de preceptoria está associada à construção do raciocínio cirúrgico. O profissional em formação é estimulado a compreender o caso antes de observar a técnica.
Isso significa discutir indicação, anatomia, planejamento, riscos, sequência operatória, manejo dos tecidos e acompanhamento pós-operatório.
A experiência pública do Dr. Daniel inclui atuação como professor de Cirurgias Estéticas da Face, coordenador de pós-graduações voltadas a cirurgias funcionais, reconstrutivas e estéticas e preceptor de residência em cirurgias funcionais, reconstrutivas e estéticas no Áurea Day Hospital.
Esse conjunto de atividades aproxima três dimensões que normalmente aparecem separadas: assistência, ensino e desenvolvimento técnico.
Uma formação que ultrapassa a técnica
O diferencial dessa proposta está justamente em não apresentar a cirurgia estética da face como uma coleção de procedimentos.
Uma blefaroplastia não pode ser compreendida apenas como retirada de pele. Um lifting não pode ser reduzido à tração de tecidos. Uma cirurgia cervical não pode ser analisada somente pelo contorno externo.
Cada procedimento envolve anatomia, biomecânica, cicatrização, proporção e função.
A experiência no Áurea Day Hospital procura colocar o profissional diante dessa complexidade.
É também por isso que o intercâmbio com cirurgiões de outros países ganha relevância. Ao observar diferentes profissionais discutindo casos e estratégias dentro de um ambiente hospitalar, o participante amplia sua capacidade de análise.
Um serviço conectado ao mundo
O observership realizado no Áurea Day Hospital representa, assim, mais do que uma visita profissional.
Ele simboliza a expansão de uma proposta de formação que conecta Porto Alegre a diferentes centros e profissionais da América Latina, do Caribe e de outras regiões.
Sob a liderança do Dr. Daniel Dias Machado, o Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial procura estabelecer uma cultura na qual cirurgia, anatomia e educação continuada estejam permanentemente conectadas.
A presença de profissionais de Trinidad e Tobago, Colômbia e Peru reforça essa vocação internacional.
E a integração com a Pós-Graduação em Cirurgias Estéticas da Face acrescenta uma dimensão acadêmica ao projeto: formar profissionais não apenas para executar procedimentos, mas para compreender a face como uma estrutura anatômica tridimensional, funcional e individual.
No fim, a proposta pode ser resumida em uma sequência que traduz a filosofia do serviço:
Anatomia. Planejamento. Hospital. Técnica. Segurança. Acompanhamento.
Para o Dr. Daniel Dias Machado, esse é o caminho para uma cirurgia facial contemporânea: uma cirurgia que não começa na incisão e não termina na sutura, mas que nasce no conhecimento e se completa na responsabilidade pelo paciente.


