A deputada distrital Dayse Amarílio (PSB) criticou a condição da saúde pública no Distrito Federal. A declaração ocorreu nesta terça-feira (10) durante uma sessão extraordinária da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), colegiado presidido pela parlamentar. Durante a ocasião, a deputada manifestou preocupação sobre a atual situação dos hospitais e unidades de saúde na capital federal e defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Casa.
“Nós estamos hoje com um problema muito grande de orçamento, numa instabilidade política, numa instabilidade orçamentária gigantesca, onde nós sabemos que o dinheiro foi colocado, por exemplo, na tentativa da compra do Banco [Master], mas que já tinha sido investido em títulos. E a saúde está nesse colapso com mais de 300 leitos bloqueados por falta de técnico de enfermagem e de enfermeiro, por exemplo”, disse.
No ano passado, o valor aprovado para a saúde foi de R$13 bilhões. O número é muito abaixo dos outros estados brasileiros. Em termos de comparação, com uma população de 3 milhões de habitantes no DF, o valor representa R$ 4.300 por mês por pessoa para arcar com todos os custos de saúde.
A proposta do Governo do Distrito Federal (GDF) para 2026 aprofunda a crise ao prever um corte orçamentário de R$ 1,1 bilhão na saúde. A falta de investimento culminou na crise que a saúde do DF atravessa atualmente. Unidades de saúde lotadas, demora no atendimento, falta de médicos e enfermeiros, sobrecarga de profissionais e uma longa espera em uma fila para realizar uma cirurgia tem sido a realidade do brasiliense nos últimos anos.
Diante do cenário, a deputada Amarílio afirmou que irá se reunir com representantes do Ministério Público de Contas do DF para denunciar a falta de pagamento de adicional noturno aos servidores da saúde. Segundo ela, os profissionais estão sem receber a quantia desde outubro do ano passado.
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Fonte ==> Brasil de Fato


