Na década de 1940, uma pessoa com 50 anos já era considerada idosa. Hoje, esse conceito não apenas envelheceu — ele se tornou obsoleto. A humanidade está vivendo mais, e melhor. O tempo deixou de ser um limite e passou a ser território de potência. Surge, então, uma nova denominação: NOLT – New Older Living Trend. Não se trata de rótulo. Vai bem mais além: é a narrativa viva de uma geração que se recusa a desaparecer — e insiste em ser protagonista e sou prova viva dessa transformação. Aos 76 anos, aposentada há três décadas, nunca parei de trabalhar. Meu cérebro segue ativo, saúde plena, e minha energia desafia quem tenta acompanhar meu ritmo.
Comecei a trabalhar aos 15 anos e desde os 18 anos exerci cargos de liderança. Aos 65 assumi a Gerência de Relacionamento do terceiro maior fundo de previdência complementar do Brasil, onde realizei um trabalho exitoso por oito anos. Paralelamente, conquistei quatro certificações internacionais que me transformaram em uma referência em Relacionamento que Encanta e Fideliza Clientes.
Viajo pelo mundo sozinha, faço palestras e já atravessei o Atlântico para falar em Dubai. Estudar é meu combustível, que mantém meus neurônios ativos e minha mente vibrante.
Tocar piano e dançar não são apenas prazeres: são exercícios para o cérebro – despertam neurotransmissores, fortalecem conexões e me mantêm vibrante e plena – fazem parte da minha rotina. Em apenas três anos escrevi 32 livros. Acordo todos os dias de bom humor, pronta para novos desafios. Cérebro ativo é vida saudável.
Mais do que isso: minha mente permanece clara, lúcida e criativa — prova viva de que longevidade ativa significa só viver mais, e sim viver melhor, com sabedoria e consciência renovadas. Por outro lado, ser NOLT não é apenas sobre longevidade produtiva. É também sobre missão.
Nessa esteira, o Instituto Quais de Mim está preparando uma nova edição, em português e inglês, do livro “Mulheres em Combate ao WOLLYING”, que será lançado na ONU. Aceitei escrever o posfácio. A obra denuncia uma forma silenciosa e cruel de violência: quando uma mulher tenta apagar o brilho de outra. Essa causa precisa ecoar e ser definitivamente banida, porque lugar de mulher é onde ela quiser.
Na próxima semana, desembarcarei em Nova York para participar da CSW70 — Comissão sobre a Situação da Mulher — na ONU, integrando a Delegação Brasileira. Na oportunidade, Katia Teixeira, Célia Rizzante e eu lançaremos essa obra impactante, que conclama por uma união de todos, inadiável, contra o WOLLYING.
A longevidade ativa, que o NOLT representa, não é apenas energia: vai mais longe, é também sabedoria. Quanto mais pessoas NOLT tivermos, mais consciência e luz existirão para enfrentar o WOLLYING. Quem vive plenamente, com mente ativa e coração vibrante, entende que não há espaço para apagar o brilho de outra mulher, muito menos “puxar o tapete” debaixo dos seus pés.
O NOLT é potência que se transforma em voz — e essa voz é chamada a defender, denunciar e banir o WOLLYING, uma violência silenciosa que ameaça e fere a dignidade e o protagonismo feminino. Essa prática precisa ecoar e ser definitivamente banida.
As mulheres precisam estar conscientes da sua força . Enquanto os homens, devem ser chamados à responsabilidade da defesa e proteção àquelas que sofrem WOLLYING — todos são parte dessa luta.
É a energia do respeito e do amor que sustentam comunidades, fortalecem culturas e preservam a grandeza da existência humana.
PODCAST

2. Como a longevidade ativa pode ajudar no combate ao WOLLYING?
3. Quais hábitos mantém a mente vibrante e produtiva após os 70 anos?


