Um novo ataque das forças israelenses no sul do Líbano resultou na morte de três profissionais de imprensa neste sábado (28). Segundo informações da agência AFP, que ouviu fontes militares locais, o alvo foi um veículo que transportava os jornalistas. A agressão ocorre em meio à invasão terrestre de Israel, que já provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas no país.
As vítimas foram identificadas como Al Shuaib, correspondente do canal Al Manar, e a jornalista Fátima Fatuni, da rede Al Mayadeen, que foi morta ao junto de seu irmão e cinegrafista. Ambas as emissoras confirmaram as mortes de seus profissionais enquanto desempenhavam o dever de informar sobre o conflito.
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou o ataque, classificando-o como uma violação direta aos direitos humanos e às leis de guerra. Em comunicado oficial, o mandatário destacou que Israel ignora a proteção internacional conferida a comunicadores em zonas de conflito.
“Mais uma vez, a agressão israelense viola as regras mais elementares do direito internacional humanitário, mirando jornalistas, que são civis desempenhando um dever profissional. Este é um crime flagrante”, afirmou o chefe de Estado.
Como tem sido comum em episódios de ataques contra a imprensa na região, as Forças de Defesa de Israel (IDF) tentaram criminalizar as vítimas. Em nota, o Exército israelense alegou, sem apresentar provas, que Al Shuaib seria um integrante de grupos armados operando sob o “disfarce” de jornalista.
O Líbano enfrenta uma crise humanitária profunda desde o início da ofensiva israelense, que busca estabelecer uma zona de ocupação até o rio Litani. Em menos de um mês, os bombardeios e a invasão por terra já deixaram mais de mil mortos.
A agressão israelense em solo libanês intensificou-se após o lançamento de mísseis pelo Hezbollah, em um contexto de crescente tensão regional que envolve também o Irã e a resistência palestina em Gaza.
Fonte ==> Brasil de Fato


