Quem é Guto Zacarias, deputado do MBL acusado de coagir a ex-companheira a abortar

Nesta quinta-feira (2), o Brasil de Fato noticiou que o deputado estadual Guto Zacarias (Missão) é acusado de ter coagido sua ex-companheira a abortar em 2024. O parlamentar é um dos principais nomes do Movimento Brasil Livre (MBL) no estado de São Paulo.

Eleito deputado estadual em 2022, pelo União Brasil (UB), com 152 mil votos, Zacarias é neto de José Benedito Correia Leite, jornalista e importante intelectual que fundou a Frente Negra Brasileira em 1931.

Até o início deste ano, era vice-líder do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Presidiu a Frente Parlamentar em Apoio à Privatização da Sabesp.

Após o primeiro mandato na Alesp, Zacarias anunciou que é pré-candidato a deputado federal pelo Missão, partido fundado pelo MBL, nas eleições de 2026.

Assim como outras figuras do MBL, Zacarias ganhou projeção produzindo vídeos para as redes sociais que o mostram provocando militantes de esquerda em manifestações e universidades, sempre em tom exaltado.

Entenda

Guto Zacarias teria coagido a sua ex-companheira de 22 anos a realizar um aborto no primeiro semestre de 2024. A informação consta em uma denúncia contra o parlamentar por violência psicológica contra a mulher no âmbito da Lei Maria da Penha, oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no dia 17 de julho de 2025.

Brasil de Fato teve acesso ao processo, que corre em segredo de Justiça, e também ao Boletim de Ocorrência protocolado pela ex-companheira no dia 12 de fevereiro de 2025, denunciando-o por violência psicológica.

De acordo com a denúncia, o deputado, que teve uma relação amorosa com a vítima entre 2021 e abril de 2024, teria, inclusive, sugerido clínicas clandestinas para a jovem realizar o aborto. Zacarias é pré-candidato a deputado federal por São Paulo e faz uso de um discurso conservador em suas plataformas.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que Zacarias teria tentado controlar as ações da jovem por meio de “manipulação, chantagem emocional e constrangimentos reiterados, inclusive durante o estado gestacional da vítima”.

Ao registrar o Boletim de Ocorrência, a vítima pediu medidas protetivas.

Após a publicação da reportagem, a ex-companheira do deputado procurou o Brasil de Fato e informou que “Guto jamais tentou me forçar a nada. Houve uma briga, houve instabilidade, atravessamos um período difícil e, orientada por um advogado — com quem hoje já não atuo —, agi por impulso.”

Ela afirmou que pediu que o processo fosse arquivado. Porém, o Ministério Público é o autor da ação e ela é apresentada como vítima, o que inviabilizaria a medida.

O deputado Guto Zacarias segue sem posicionar sobre a acusação e o processo. O parlamentar chegou a atender as ligações da reportagem, mas não se manifestou. Caso o faça, o texto será atualizado.



Fonte ==> Brasil de Fato

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