Há frases que envelhecem mal. “O cliente sempre tem razão” é uma delas. O tempo mostrou que não é verdade. Mas há uma verdade maior, que não pode ser esquecida: o cliente tem sempre direito a respeito e dignidade.
Vivemos um momento crítico. A tecnologia avança em velocidade impressionante, mas o atendimento humano regride a passos largos. Robôs que não resolvem, atendentes despreparados, processos fragmentados. O resultado? Constrangimento público, frustração e a sensação de que o cliente é apenas um número descartável. Isso não é detalhe. É um abismo. E estamos sendo empurrados para dentro dele com força total. Se não acordarmos agora, será tarde demais.
O impacto nos mais vulneráveis
Os mais atingidos são os idosos, que muitas vezes não têm familiaridade com o mundo digital. Eles precisam de acolhimento, paciência e respeito. Quando isso falta, não se perde apenas uma transação financeira. Perde-se a dignidade de quem confiou sua vida a uma instituição.
O papel das empresas
Bancos e empresas precisam voltar o olhar para a capacitação de seus empregados. Não basta treinar em processos. É preciso treinar em empatia. É preciso lembrar que cada salário pago no fim do mês existe porque um cliente escolheu confiar.
O chamado à ação
Não podemos aceitar que o atendimento se torne um campo de batalha entre cliente e empresa. Não podemos aceitar que a dignidade humana seja tratada como irrelevante. Precisamos acordar. Precisamos exigir respeito.
Respeito não é favor – É DIREITO! O cliente pode, até, estar errado em sua reclamação. Mas nunca estará errado em esperar ser tratado com toda dignidade. Esse é o contrato social que sustenta qualquer relação de confiança.


