4 de fevereiro de 2026

Rússia diz ser inaceitável tropas da Otan na Ucrânia; nova rodada de negociações começa em Abu Dhabi

A Rússia considera o destacamento de tropas ocidentais na Ucrânia totalmente inaceitável, disse nesta quarta-feira (4) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova. Ela disse que tais forças serão tratadas como alvos militares legítimos.

Durante uma coletiva de imprensa, Zakharova respondeu aos comentários do Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, sobre os planos de enviar tropas da aliança militar ocidental à Ucrânia. Ela respondeu que “Isso é categoricamente inaceitável”.

Zakharova reiterou a posição russa de longa data, enfatizando: “A Rússia deixou claro repetidamente que a presença de tropas ocidentais em solo ucraniano, sob qualquer bandeira, ameaça nossa segurança. Trataremos essas tropas como alvos militares legítimos”.

Zakharova lembrou que “foi a expansão desenfreada do espaço geopolítico da Otan até nossas fronteiras, incluindo a Ucrânia, que se tornou uma das causas principais do conflito”. “Sem eliminar isso, sua resolução é impossível”, afirmou.

Zakhrova assegurou que “a Rússia buscará resolver essa questão por meios militares ou políticos”, observando que Moscou propôs “várias opções”.

Negociações

A segunda rodada de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, com mediação dos Estados Unidos, começou nos Emirados Árabes Unidos, informou nesta quarta-feira (4) o principal negociador da Ucrânia.

“Outra rodada de negociações começou em Abu Dhabi”, publicou nas redes sociais o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov. Ele destacou que sua delegação busca “alcançar uma paz justa e duradoura”.

Vários ciclos de conversações diplomáticas entre as partes não conseguiram alcançar um acordo para encerrar o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, iniciado com a invasão russa ao território ucraniano em fevereiro de 2022.

O principal obstáculo das negociações é o destino do território do leste da Ucrânia a longo prazo. Moscou exige que Kiev retire suas forças de grande parte da região leste do Donbass, incluindo áreas ricas em recursos naturais, como requisito para qualquer acordo. Também deseja o reconhecimento internacional de que as terras tomadas pertencem à Rússia.

A Ucrânia insiste que o conflito deveria ser congelado nas atuais linhas da frente de batalha e rejeita a retirada unilateral de suas forças.

Nesta quarta-feira, o Kremlin insistiu que prosseguirá com a ofensiva até que a Ucrânia aceite suas condições. “Enquanto o regime de Kiev não tomar a decisão adequada, a operação militar especial continuará”, declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.



Fonte ==> Brasil de Fato

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