29 de outubro de 2026

Arroba de boi caminha para R$ 400 e pesa no bolso – 29/10/2026 – Vaivém

Rebanho em fazenda de Barretos, no interior de São Paulo

O preço da arroba de boi já ultrapassa R$ 400 em algumas regiões de São Paulo onde a oferta é mais escassa e a demanda está aquecida. Na média diária, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) registra cotação próxima de R$ 390 pela arroba no estado.

O aumento dos preços no campo chega ao consumidor. Nas últimas quatro semanas, a carne bovina teve alta de 2,3% para os consumidores paulistanos em relação às quatro imediatamente anteriores, mantendo uma tendência de elevação que já vinha do mês anterior. A alta acumulada no ano nos açougues é de 9%, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O filé mignon lidera as altas na última quadrissemana, com evolução de 8%, enquanto o patinho subiu 3,4%. O aumento da carne bovina dá maior competitividade ao frango no mercado nacional. O preço de um kg de carcaça casada, indicador de valor médio do kg das peças de traseiro, dianteiro e ponta de agulha, já chega a R$ 25, o correspondente a 3,24 kg de carne de frango resfriado. Há um ano, essa relação era de 2,71 kg, segundo o Cepea.

Essa relação, no entanto, pode mudar, dependendo da reação do mercado mundial aos casos de doença de Newcastle ocorridos na avicultura de Santa Catarina. Vários países já suspenderam as compras de frango de todo o Brasil, enquanto outros colocaram barreiras apenas ao produto catarinense. Um número ainda maior de importadores suspendeu a compra apenas do produto da área afetada pela doença, os municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Dependendo da atuação desses importadores, a oferta de frango poderá aumentar no país, colocando essa proteína ainda mais competitiva em relação à carne bovina.

Um kg de carcaça bovina corresponde a 2,63 kg de carcaça suína. A carne de porco tem registrado alta nos preços. No mês passado, a relação era de 3,14 kg.

As exportações médias diárias de carne bovina de outubro, devido às amarras colocadas pela China e pela União Europeia, recuaram para 10 mil toneladas, 34% a menos do que em igual período de 2025. Os preços médios, porém, subiram 14% no mercado externo.

No caso do frango, os três principais exportadores mundiais têm algum tipo de problema sanitário neste momento. Os Estados Unidos convivem com a gripe aviária em todo o seu território, e o país já eliminou 210 milhões de aves desde 2022 por causa da doença. O mesmo ocorre com a Europa. O Brasil se livrou da influenza aviária no ano passado, mas registrou novos casos de doença de Newcastle neste mês.

Vinhos de guarda

A produção brasileira de vinhos finos já conta com rótulos capazes de amadurecer por longo período na garrafa. Esse potencial de guarda é resultado da combinação entre estrutura, acidez e taninos, impulsionado pelo avanço tecnológico nos vinhedos, pelo melhor zoneamento de terroir e pelo rigor técnico na vinificação.

35 anos depois

Uma garrafa de nove litros do vinho Millésime Cabernet Sauvignon 1991, mantido com a rolha original, foi aberta pela Cooperativa Vinícola Aurora durante a ProWine, em São Paulo. A bebida surpreendeu pela qualidade apresentada. O Millésime é elaborado apenas em safras excepcionais e está na sua 13ª edição.

Prova do tempo

Nauro Morbini, enólogo-chefe da vinícola há cinco décadas e participante da elaboração das 13 edições do Millésime, resume o segredo da longevidade: “Selecionamos uvas excepcionais para que o vinho evolua sem perder sua identidade, incorporando novas camadas de aromas e sabores. Acompanhamos todos os passos, passamos o tempo de barrica degustando para ver se ele está aprimorando. Quando no auge, engarrafamos para que ele atinja o seu máximo na garrafa”.

Máquinas agrícolas

As indústrias dos Estados Unidos comercializaram 155 mil tratores de janeiro a setembro deste ano, 13% a menos do que no período anterior.

Colheitadeiras

As vendas desse tipo de máquinas caíram para 2.432 unidades, uma queda de 9%, em relação a janeiro e setembro de 2025. Os dados são AEM (associação dos produtores do setor).



Fonte ==> Folha SP

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