14 de junho de 2026

Em meio a taxação pelos EUA e veto à carne brasileira, Lula viaja neste domingo para Cúpula do G7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para Évian-les-Bains, na França, na tarde deste domingo, para participar da 52ª Cúpula do G7, que reunirá as principais economias globais nos dias 16 e 17. O grupo é formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participará do encontro como convidado, assim como Índia, Egito, Coreia do Sul e Quênia.

A reunião ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova taxação de 25% sobre exportações brasileiras. A decisão decorre de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que considera que o Brasil tem adotado “práticas desleais” contra empresas estadunidense. O governo Trump avalia que o PIX estaria prejudicando “injustamente” operadoras de pagamento eletrônico, como Mastercard, Visa e WhatsApp Pay.

Outro ponto delicado na relação entre os dois países é a classificação, por parte dos Estados Unidos, das organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como “terroristas”. A medida abre espaço para possíveis violações da soberania brasileira. Até o momento, não há confirmação de uma reunião oficial entre os dois presidentes.

Nesta décima participação em uma Cúpula do G7, Lula também terá de negociar com países europeus que suspenderam, na semana passada, a importação de carne brasileira sob a justificativa que não há informações suficientes sobre o uso de medicamentos administrados nos animais.

Pautas em discussão

Entre os temas prioritários para o Brasil estão as parcerias internacionais para o desenvolvimento, o crescimento econômico equilibrado, a proteção de menores de idade no ambiente digital e a exploração de minerais críticos. As reuniões bilaterais já previstas são com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron.

Em reportagem publicada nesta sexta-feira (12), o Brasil de Fato adiantou que a delegação brasileira defenderá a necessidade de atualização das estruturas de governança criadas no pós-guerra, a fim de garantir maior protagonismo dos países do Sul Global nas instâncias de decisão internacional.

O Brasil também deve criticar o avanço de medidas unilaterais e protecionistas, sem fazer ataques diretos aos Estados Unidos, que anunciaram recentemente medidas direcionadas ao país nesse sentido. Além disso, o governo brasileiro deve cobrar o cumprimento dos compromissos relacionados à transição energética.



Fonte ==> Brasil de Fato

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