José Israel de Almondes foi reconhecido pela implantação do Laboratório de Energia e Redes Elétricas da Vale, projeto premiado em 1º lugar por sua relevância técnica, inovação e contribuição para a segurança operacional
SÃO LUÍS (MA) — 28 de agosto de 2019. Uma iniciativa desenvolvida no Maranhão para solucionar um desafio técnico da Estrada de Ferro Carajás acaba de ganhar reconhecimento dentro da Vale. O engenheiro eletricista José Israel de Almondes recebeu reconhecimento pela concepção, implantação e entrega do Laboratório de Energia e Redes Elétricas da Vale, projeto classificado em 1º lugar no Encontro Global de Especialistas da companhia.
A premiação corporativa reconhece trabalhos de destaque pela relevância técnica, inovação e contribuição para a segurança operacional, reunindo iniciativas desenvolvidas por especialistas e engenheiros das diferentes operações da Vale.
O reconhecimento foi formalizado em 28 de agosto de 2019, em São Luís, pela Gerência de Eletricidade e Eletrônica da Estrada de Ferro Carajás (EFC), representada pelo gerente Deyvison Ribeiro de Araújo. José Israel de Almondes também recebeu o reconhecimento relacionado ao princípio “Vale – Fazer Acontecer”, destacando a capacidade de transformar uma necessidade operacional em uma solução permanente de desenvolvimento técnico e segurança.

Um projeto do Maranhão ganha projeção global
O Encontro Global de Especialistas promove o compartilhamento de soluções desenvolvidas por profissionais das diferentes operações e áreas técnicas da Vale. Projetos implantados, problemas críticos solucionados e iniciativas capazes de gerar valor são avaliados considerando aspectos como contribuição técnica, inovação, segurança e potencial de aplicação do conhecimento em outras operações.
A dimensão do reconhecimento também pode ser compreendida pelo alcance da companhia. A Vale possui mais de 71 mil empregados próprios distribuídos por diferentes regiões do mundo. Considerando empregados e terceiros, sua força de trabalho chegava a aproximadamente 149 mil profissionais.
Foi nesse ambiente global que uma solução desenvolvida no Corredor Norte ganhou destaque: o Laboratório de Energia e Redes Elétricas.

Da expansão da Estrada de Ferro Carajás nasceu um novo desafio
A origem do projeto está relacionada à expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e às entregas decorrentes do projeto S11D Logística.
Com a ampliação da infraestrutura ferroviária, novas redes elétricas e tecnologias passaram a integrar os ativos da ferrovia. Surgiu então uma necessidade estratégica: como preparar eletricistas, técnicos e engenheiros para operar e manter essa infraestrutura com segurança e domínio técnico?
A resposta concebida por José Israel de Almondes foi criar um ambiente que reproduzisse as condições encontradas no campo sem a necessidade de realizar todo o processo de aprendizagem diretamente em uma rede elétrica operacional.
Assim nasceu o laboratório.

Treinar antes de atuar no sistema real
O laboratório foi concebido como um ambiente controlado e desenergizado, no qual profissionais podem realizar atividades práticas antes de executá-las nos ativos operacionais.
A estrutura reproduz diferentes configurações encontradas nas redes elétricas da ferrovia, permitindo treinamentos de montagem, manutenção, inspeção, operação de equipamentos, procedimentos de segurança e resposta a situações encontradas no cotidiano da operação.
Um dos diferenciais foi a utilização de estruturas em escala reduzida, permitindo aos profissionais visualizar e manipular componentes das redes diretamente do solo. O ambiente também possui estruturas em dimensões reais para atividades que exigem simulações mais próximas das condições de campo.
Além da capacitação, o espaço foi desenvolvido para apoiar pesquisas, testes de equipamentos, novas tecnologias e estudos de confiabilidade, criando possibilidades de interação com fabricantes, universidades e concessionárias de energia.
Inovação com uso inteligente de recursos
A estratégia de implantação também chamou atenção.
O projeto utilizou materiais e equipamentos disponíveis internamente e remanescentes das obras ferroviárias. Uma implantação inicialmente estimada em aproximadamente R$ 850 mil foi realizada por cerca de R$ 190 mil, combinando reaproveitamento de recursos, conhecimento técnico e participação das próprias equipes.
A construção tornou-se, dessa forma, parte do próprio processo de capacitação.
Para Deyvison Ribeiro de Araújo, gerente de Eletricidade e Eletrônica da Estrada de Ferro Carajás (EFC), a iniciativa demonstrou desde sua apresentação potencial para ultrapassar a necessidade inicialmente identificada na operação.
“Quando Israel nos apresentou o projeto, ficamos surpreendidos com a concepção e com o potencial daquela proposta. Entendemos a relevância para o negócio e demos a ele autonomia, apoio e os recursos necessários para transformar a ideia em realidade. O projeto nasceu da capacidade dele de identificar uma necessidade da operação e propor uma solução. Da concepção à construção e à entrega, houve um protagonismo muito grande do Israel, e esse reconhecimento global é consequência desse trabalho. Hoje temos operações mais seguras e uma solução com potencial de beneficiar profissionais e operações da Vale.”
Do Maranhão para a comunidade técnica
Antes mesmo do reconhecimento dentro da Vale, o projeto já havia alcançado projeção na comunidade de engenharia e manutenção.
Em 2019, a experiência foi apresentada no Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos da ABRAMAN, compartilhando nacionalmente os aprendizados obtidos com a implantação do laboratório no Corredor Norte.
A conquista do 1º lugar no Encontro Global de Especialistas da Vale ampliou essa visibilidade, reconhecendo uma solução que nasceu de um problema operacional e se transformou em uma plataforma permanente de capacitação, segurança, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Para José Israel de Almondes, a premiação também representa o trabalho coletivo envolvido na construção.
“Esse reconhecimento é resultado de muitas mãos. O laboratório nasceu de uma necessidade real da operação e ganhou forma com o conhecimento e a participação das nossas equipes. Transformar um desafio em um ambiente permanente de capacitação, segurança e desenvolvimento técnico e, agora, ver esse trabalho reconhecido globalmente dentro da Vale é motivo de muito orgulho. Mais importante que o prêmio é saber que essa estrutura continuará ajudando a preparar profissionais e tornar nossas atividades cada vez mais seguras.”

Conhecimento que permanece
Mais do que uma estrutura física, o laboratório representa uma maneira diferente de desenvolver conhecimento técnico: aprender, testar e experimentar em ambiente controlado antes de executar atividades nos sistemas reais.
A iniciativa integra engenharia, capacitação, inovação, segurança operacional e confiabilidade e estabelece um ambiente permanente para formação de eletricistas, técnicos e engenheiros.
Para a Estrada de Ferro Carajás, o reconhecimento recebido em agosto de 2019 demonstra a capacidade de uma solução concebida no Maranhão ganhar projeção dentro de uma organização de atuação global. Para José Israel de Almondes, reforça uma convicção construída ao longo da carreira: engenharia também é transformar conhecimento e problemas reais em soluções simples, aplicáveis e capazes de permanecer depois que um projeto termina.
Sobre José Israel de Almondes
José Israel de Almondes é engenheiro eletricista, mestre em Energia e Ambiente, executivo do setor de mineração, professor, empreendedor e autor de obras técnicas na área de engenharia. Possui formação executiva pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), além de MBAs e especializações nas áreas de engenharia e gestão de projetos e certificações profissionais internacionais.
Ao longo de sua trajetória, atua em projetos estratégicos relacionados à engenharia, energia, ferrovia, manutenção, confiabilidade e inovação, conciliando experiência de campo, desenvolvimento de pessoas e produção de conhecimento técnico.
Foto Capa: Reconhecimento compartilhado com os pares e líderes Vale que ajudaram durante o processo.

