6 de outubro de 2026

Gilmar Mendes manda arquivar pedido de investigação contra vice de Flávio por estupro de vulnerável

Gilmar Mendes manda arquivar pedido de investigação contra vice de Flávio por estupro de vulnerável

Decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento do pedido de investigação contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa à Presidência da República, por suposto estupro de vulnerável. A informação foi revelada pelo Metrópoles e confirmada por CartaCapital.

A decisão seguiu manifestação da Procuradoria-Geral da República, que afirmou não ter identificado elementos suficientes para justificar abertura de um inquérito.

Procurado, Gaspar não se manifestou. O parlamentar nega as acusações desde que o caso veio à tona e chegou a publicar vídeo ao lado da mulher apontada como a criança nascida a partir da suposta violência sexual.

O caso teve início a partir de uma queixa-crime apresentada em março à PF por Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara, e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Os parlamentares apontaram indícios de que Gaspar teria estuprado uma adolescente de 13 anos, hoje com 21.

Segundo o documento, a violência sexual resultou em uma gravidez, da qual nasceu uma menina, atualmente com oito anos. A criança teria sido registrada como filha da avó materna para ocultar a identidade da vítima e do agressor.

O documento também afirmava que o deputado teria oferecido 70 mil reais, por meio de um intermediário, para comprar o silêncio da família.

Em abril, a PF solicitou a abertura do inquérito, mas antes de decidir, Gilmar remeteu os autos para manifestação da PGR, que solicitou outras diligências antes de definir sua posição.

A acusação voltou a ganhar tração às vésperas da campanha eleitoral, quando Gaspar desistiu de concorrer ao Senado por Alagoas e aceitou ser vice de Flávio.

Na ocasião, a defesa chegou a propor a coleta de material genético do deputado para comparação com o material da criança apontada na notícia-crime.

O objetivo, segundo os advogados, seria esclarecer se ele possui vínculo biológico com a menina. O deputado já havia obtido uma decisão da 3ª Vara Cível de Maceió, que autorizou a coleta de seu material genético. O procedimento foi realizado em 23 de abril.

A defesa pediu que a comparação fosse realizada em prazo curto e que, caso o vínculo genético fosse descartado e não surgissem outros elementos, o caso fosse encerrado. O parlamentar também levou o caso ao Supremo e acionou Lindbergh e Soraya por declarações relacionadas à acusação, alegando ter sido vítima de calúnia.



Fonte ==> Casa Branca

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