6 de novembro de 2026

Governo suspende registro de ilha disputada entre Richarlison e amigo de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro é alvo de segundo inquérito no STF por suspeita de lavagem de dinheiro

A Secretaria de Patrimônio da União, órgão vinculado ao órgão Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, suspendeu, temporariamente, os registros imobiliários patrimoniais de quatro imóveis ligados ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).

Os imóveis estavam registrados em nome da WT Administração de Imóveis e Bens S/A vinculada ao advogado e tiveram seus registros suspensos no Sistema Integrado de Administração Patrimonial (Siapa). Segundo a pasta, um dos imóveis é objeto de uma disputa judicial com o jogador Richarlison.

Em nota, a SPU disse que “a suspensão temporária visa restringir eventuais transferências de posse dos imóveis da União nos quais as edificações foram construídas”.

Ainda de acordo com a pasta, a medida decorre de averbações feitas nas matrículas dos imóveis em cartório, a partir de decisão judicial. No dia 23 de outubro, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ordenou a indisponibilidade de 6 bilhões de reais em bens de Tomaz, incluindo a mansão em Angra. O bloqueio já foi averbado no registro do imóvel.

Também atende a uma representação protocolada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) que pedia a revisão de uma série de atos administrativos que permitiram a transferência dos direitos de ocupação de um terreno da União, localizado na Ilha Comprida, para a empresa WT Administração de Imóveis e Bens S.A, ligada ao advogado.

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara, também recorreram ao STF solicitando a suspensão dos efeitos do ato da SPU que transferiu à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, dirigida por Willer Tomaz, os direitos de ocupação de um imóvel da União na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Os parlamentares ainda acionaram a Polícia Federal com pedido de investigação sobre o caso.

Willer e Flávio Bolsonaro são investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo bets. Para os parlamentares, a transferência da mansão à empresa ligada ao advogado têm conexão com o inquérito sob relatoria de Moraes, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.

Entenda a disputa com o jogador Richarlison

O jogador afirma ter comprado a mansão em Angra dos Reis de antigos ocupantes, no ano de 2020, por 10 milhões. Depois da negociação, ele procurou a SPU para regularizar a ocupação do imóvel. Segundo a atual gestão da secretaria, porém, a regularização não foi concluída. Já Willer Tomaz afirma que os antigos moradores não eram proprietários e afirma que comprou a mansão de uma empresa que já tinha o registro do imóvel, e que a autorização de transferência para a WT Administração foi emitida em julho de 2022.

Richarlison acusa Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuarem para retirar seus direitos sobre o imóvel. Segundo o jogador, a movimentação teria ocorrido depois que ele se recusou a vender a mansão ao parlamentar.



Fonte ==> Casa Branca

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