3 de setembro de 2026

IA é prioridade estratégica para 96% das fintechs de crédito, aponta pesquisa da ABCD e PwC Brasil

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa para se tornar uma prioridade para as fintechs de crédito, segundo a edição deste ano da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, realizada pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e pela PwC Brasil. De acordo com o estudo, 96% das fintechs ouvidas declaram a intenção de implementar ou expandir soluções de IA nos próximos dois anos, maior índice registrado para qualquer tecnologia ao longo da série histórica. 

Com 62% das empresas do setor já utilizando IA de forma efetiva em suas operações, o levantamento detecta que o que mudou em relação aos anos anteriores é o grau de comprometimento das fintechs; a tecnologia deixa de ser um projeto paralelo para se tornar parte integrante do núcleo de planejamento estratégico. 

“O uso intensivo de tecnologia é uma característica do segmento, portanto a adoção de IA é apenas o ponto de partida. Atualmente, a questão é como ela será empregada e em que escala. O que impacta as operações das empresas de crédito digital é a velocidade de adaptação, onde está a verdadeira vantagem competitiva”, afirma Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD. 

A pesquisa pontua que a IA tem sido utilizada em duas frentes. “A primeira, já em operação em empresas mais avançadas, é a automação de processos de ponta a ponta: agentes autônomos em vendas, formalização, back-office e cobrança”, destaca o relatório. A segunda, em franca evolução e avaliada como mais transformadora, é o uso da tecnologia no próprio ciclo de desenvolvimento dos produtos, da especificação à escrita de código.

“Com a expansão do uso, a tendência é que a Inteligência Artificial reconfigure desde a concessão de crédito até a experiência do cliente”, completa a executiva. 

O estudo revelou também que as fintechs concederam R$ 53,8 bilhões em crédito no ano passado, um aumento de 51% em relação a 2024, e que representa o sexto ano consecutivo de crescimento do setor. No período, houve ainda um salto na base de clientes pessoas físicas, que ultrapassou 94,9 milhões no Brasil e no exterior, enquanto o atendimento a pessoas jurídicas superou 72 mil empresas.

Mais informações em https://creditodigital.org.br/estudos/.

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