Israel realiza bombardeios com drones e aviões no Líbano

O domingo (17) começou com diversos bombardeios nas cidade de Saghmar e Sohmor, no Vale do Bekaa e na cidade de Jebchit, distrito de Nabatieh, no Líbano. Aviões de guerra israelenses também realizaram um ataque aéreo na cidade de Braachit, e aviões de guerra inimigos alvejaram a cidade de Majdal Selm.

Os ataques são atribuídos às forças israelenses, que, de acordo com a Agência Nacional de Notícias (NNA), plantaram explosivos em residências, prédios e propriedades comerciais antes de demoli-los sob forte cobertura de fogo, uma tática militar na qual disparos são feitos contra posições inimigas para forçá-las a se esconder, reduzindo sua capacidade de defesa e reação.

Ainda segundo a NNA, estatal libanesa, há mais relatos de explosões contínuas na cidade de Al-Khiam e um drone israelense foi visto sobrevoando Beirute e seus arredores em baixa altitude. 

Israel afirma ter atacado 100 alvos e segue emitindo alertas de evacuação durante os dois dias de negociação de prorrogação do cessar-fogo, que entrou em vigor em 17 de abril e deve durar mais 45 dias. 

O próximo encontro de lideranças para debater o tema deve ocorrer a partir de 29 de maio no Pentágono, com representantes das duas partes, sob a mediação de Washington. O propósito central desse processo é estabelecer uma coordenação para o desarmamento do Hezbollah e normalizar as relações entre os dois países com um  “um acordo abrangente que ponha fim ao conflito” e a estabelecer “relações bilaterais estáveis ​​e pacíficas”.

Concessões de um lado só

O Hezbollah critica os acordos, afirmando que apenas o Líbano tem feito concessões, conforme afirma o parlamentar do Hezbollah, Hussein Hajj Hassan. “As negociações diretas que as autoridades libanesas têm conduzido com o inimigo israelense as levaram a um beco sem saída que resultará apenas em uma concessão após a outra. Nem eles nem ninguém mais conseguirá realizar o que o inimigo quer, especialmente no que diz respeito ao desarmamento da resistência”, afirma. 

Expectativa do governo libanês é que, com avanço das negociações, os mais de um milhão de libaneses forçados a deixar suas casas no sul do país retornem para suas cidades de origem “em segurança a um Sul reconstruído, sob a plena soberania do Estado libanês e sem representar qualquer ameaça a Israel”. 

Desde o início da guerra, os ataques israelenses mataram mais de 2,9 mil pessoas no Líbano, incluindo mais de 400 desde o início do cessar-fogo em 17 de abril, de acordo com as autoridades libanesas.

*Com informações da AFP, NNA e Al Jazeera



Fonte ==> Brasil de Fato

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