14 de setembro de 2026

Lula deixará para próximo presidente fatura para salvar Correios

Cliente sendo atendido no balcão de uma agência dos Correios em Brasília

O governo negocia um empréstimo de R$ 7 bilhões para reforçar o caixa dos Correios, que atravessam uma grave crise financeira. A operação deve aliviar a situação da estatal no curto prazo, mas parte da conta ficará para o próximo governo.

A operação, com um consórcio de bancos internacionais, é a mais nova tentativa de socorro à estatal, que não paga dividendos à União há quatro anos e acumulou prejuízo de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026 e de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre.

Segundo o Valor Econômico, as negociações com as instituições financeiras estrangeiras estão em andamento, e o desembolso está previsto em duas parcelas, sendo uma neste ano e outra no próximo. Para manter as operações no curto prazo, portanto, a estatal precisará usar recursos próprios.

As demonstrações contábeis do segundo trimestre mostram que há disponibilidade de R$ 4,9 bilhões no caixa e em aplicações financeiras. O caixa, porém, não se traduz em retorno ao acionista: os Correios estão entre as empresas estatais que há mais tempo não geram dividendos para os cofres públicos.