24 de junho de 2026

Minerais críticos e estratégicos entram no foco de Petrobras e BNDES em nova parceria

A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram uma parceria para estudos em minerais críticos e estratégicos na última segunda-feira (22). A iniciativa prevê a troca de informações e realização de análises das principais lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica, projetos e iniciativas em execução e em fase de desenvolvimento, bem como de novas iniciativas que contribuam para o desenvolvimento das cadeias de transição energética e de óleo e gás.

A assinatura ocorreu durante a celebração de aniversário de 74 anos do Banco, em evento com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“Os minerais críticos e estratégicos têm papel central para viabilizar tecnologias fundamentais à segurança energética e à transição energética justa. Por meio dessa parceria com o BNDES, poderemos estudar oportunidades de sinergias com nossas atividades de óleo de gás e contribuir para o desenvolvimento de tecnologia e conhecimento, auxiliando o Brasil a se inserir nessa nova frente com protagonismo e competência, levando a um futuro de baixo carbono”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Para Mercadante, essa é uma parceria fundamental para estruturar uma indústria do futuro no país. “Analisar a capacidade produtiva de minerais críticos é o primeiro passo para desenvolver oportunidades de investimento, agregar valor às nossas riquezas naturais e posicionar o Brasil nas cadeias globais de maior conteúdo tecnológico, uma prioridade do governo do presidente Lula”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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Minerais críticos e estratégicos

De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Brasil não possui uma lista oficial de minerais críticos. O que está em vigor é uma relação de minerais estratégicos estabelecida pela Resolução nº 2, de 2021, no âmbito da Política Pró-Minerais Estratégicos, criada para apoiar o licenciamento ambiental de projetos voltados à produção desses insumos. A ANM destaca que listas desse tipo são dinâmicas e devem ser revisadas conforme avanços tecnológicos, mudanças geopolíticas, novas descobertas geológicas e transformações no mercado.

Existe ainda uma diferença entre minerais terras-raras e os críticos e estratégicos. Os terras raras são um conjunto formado majoritariamente por elementos químicos presentes na tabela periódica, a maioria da família dos lantanídeos. Eles estão presentes em minerais como monazita e argilas. Eles possuem propriedades magnéticas, ópticas e elétricas e, por isso, são essenciais na fabricação de ímãs de alta performance, baterias, notebooks e smartphones.

Para serem considerados minerais críticos e minerais estratégicos é preciso avaliar o contexto. Os minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico de um país, especialmente por sua aplicação em setores de alta tecnologia, defesa e transição energética. Já os minerais críticos são definidos pela combinação entre relevância econômica e risco de suprimento, que pode decorrer de fatores como concentração da produção em poucos países, limitações de processamento ou vulnerabilidades nas cadeias globais de abastecimento. A criticidade, portanto, não está necessariamente relacionada à raridade geológica. O cobre, por exemplo, é relativamente abundante, mas é considerado crítico devido ao seu papel central na eletrificação e à preocupação internacional com a capacidade de oferta para atender à crescente demanda da transição energética.



Fonte ==> Brasil de Fato

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