Nicolás Maduro e Cilia Flores terão nova audiência no dia 30 de junho

O juiz Alvin Hellerstein marcou para o dia 30 de junho uma nova audiência judicial do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, a deputada nacional Cilia Flores. A sessão será realizada no Tribunal Distrital do Sul de Nova York às 12h no horário local. O magistrado atendeu a um pedido feito em conjunto pela promotoria e pelos advogados de defesa.

A defesa solicitou o prazo adicional para examinar as evidências e preparar pedidos antes do julgamento. Maduro e Flores estão presos no Centro de Detenção do Brooklyn, em Nova York, desde o dia 3 de janeiro de 2026, quando foram sequestrados pelos Estados Unidos em uma operação militar que envolveu o bombardeio da capital venezuelana, Caracas, e o assassinato de pelo menos 100 pessoas.

O casal responde por suposta conspiração para praticar narcoterrorismo e se declara inocente das acusações. Os venezuelanos, por outro lado, denunciam uma série de violações ao devido processo legal, partindo da ilegalidade da prisão em território estrangeiro até o impedimento do exercício da legítima defesa. 

O casal enfrentou dificuldades financeiras porque o governo estadunidense bloqueou o acesso a recursos da Venezuela. Somente no dia 24 de abril o Departamento do Tesouro finalmente autorizou o uso de fundos estatais venezuelanos para pagar a equipe jurídica, sob certas condições. 

Ao Brasil de Fato, o ex-vice-presidente e ex-chanceler da Venezuela, o deputado nacional Jorge Arreaza, afirmou que todo o processo contra o presidente Nicolás Maduro está baseado em mentiras e se disse esperançoso quanto à absolvição.

“O presidente tem sua defesa e esperamos que possam fazer o máximo possível lá, mas esperamos que haja uma reflexão do povo estadunidense e da classe dirigente estadunidense. O mundo não pode se acostumar com forças militares de outros países sequestrando um presidente, bombardeando um país e levando-o. Isso é contrário ao direito internacional, sem dúvida, mas é contrário à civilidade, é a barbárie”, declarou Arreaza. 

Por sua vez, o vice-ministro de Políticas Antibloqueio da Venezuela, William Castillo, afirmou que para a institucionalidade venezuelana, Maduro segue sendo o presidente da República, e denunciou as irregularidades do processo jurídico. 

“O presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela se chama Nicolás Maduro e está sequestrado nos Estados Unidos e submetido a um criminoso processo de lawfare jurídico”, afirmou.

Audiências anteriores

No dia 5 de janeiro, dois dias após o ataque militar à Venezuela, Maduro e Flores passaram pela primeira audiência de custódia no território estadunidense, quando se declararam inocentes e afirmaram ser prisioneiros de guerra. 

O governo dos Estados Unidos os acusa de conspiração para importar cocaína e posse de armas pesadas. No entanto, a defesa afirma que não existem provas contra os réus.

A segunda audiência aconteceu no dia 26 de março de 2026 sob a condução do juiz Alvin Hellerstein. O advogado Barry Pollack pediu o arquivamento do caso mas o magistrado negou a solicitação. Hellerstein questionou se as sanções contra o casal ainda faziam sentido já que eles estão presos e, portanto, já não oferecem risco à segurança nacional. 



Fonte ==> Brasil de Fato

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