Escola de negócios aposta em uma educação que ultrapassa a sala de aula para preparar CEOs, empreendedores, sucessores e profissionais para os desafios reais da vida e do mercado.
Em um cenário no qual conhecimento técnico está cada vez mais acessível, a formação de um líder passa a exigir algo que dificilmente pode ser aprendido apenas nos livros: experiência, repertório, capacidade de decisão e contato com quem efetivamente está construindo negócios.
É nesse espaço que nasce a proposta da PIB Education, escola de negócios criada em Santa Catarina e posteriormente expandida para São Paulo, com uma metodologia que combina formação acadêmica, empreendedorismo, liderança, estratégia e experiências práticas.
A sigla PIB significa Plural Intelligence Business, conceito que traduz a visão da instituição de que a formação de um líder precisa integrar diferentes dimensões da inteligência: estratégia, negócios, tecnologia, dados, inteligência emocional, relacionamento e capacidade de execução. A própria instituição define sua missão como formar líderes e empreendedores capazes de construir o futuro, com educação prática, estratégica e conectada ao mercado.
Não basta preparar para o mercado. É preciso preparar para a vida
A proposta da PIB parte de uma provocação ao modelo tradicional de ensino: o mundo real não entrega problemas organizados em disciplinas.
Um CEO precisa tomar decisões sob pressão, contratar pessoas, negociar, administrar conflitos, compreender comportamento humano, interpretar números, vender, comunicar, inovar e, principalmente, sustentar suas escolhas.
Por isso, a formação proposta pela PIB procura desenvolver não apenas competências profissionais, mas também habilidades humanas necessárias para quem pretende liderar pessoas, empresas e a própria trajetória.
Entre os conteúdos e experiências estão gestão, finanças, estratégia, empreendedorismo, tecnologia, inteligência artificial, liderança e desenvolvimento humano. A metodologia também inclui projetos aplicados, mentorias, desafios empresariais e contato direto com executivos.
Um dos diferenciais está justamente na presença de profissionais que não ensinam apenas a teoria sobre o que acontece no mercado — eles vivem essas decisões.
É o conceito de “skin in the game”: colocar na sala de aula pessoas que têm negócios, lideram equipes, investem, empreendem, erram, acertam e tomam decisões que produzem consequências reais.
De empresário para aluno: o conhecimento que vem da experiência
A PIB foi criada em 2023, em Itajaí, por Mohamad Abou Wadi, e começou a receber alunos em 2024, na Praia Brava. Posteriormente, o modelo chegou a São Paulo com a PIB The New College, em uma sociedade que envolve também Theo Braga, empreendedor e investidor ligado à educação corporativa.
A proposta ganhou espaço justamente por aproximar estudantes de nomes reconhecidos do universo empresarial.
Entre os profissionais anunciados para atividades da instituição estão João Kepler, da Bossa Invest, e Alfredo Soares, do G4 Educação. A imprensa também registra a participação de executivos e empresários ligados a organizações como Havan, Cimed, Grupo Koch, Marisol, EBANX e Datasul em atividades da PIB.
Na prática, a ideia é substituir parte da distância existente entre academia e mercado por uma experiência em que o aluno possa ouvir quem está diante dos mesmos dilemas que um dia enfrentará.
Como resume a própria instituição, trata-se de uma escola de negócios “feita por quem está no jogo”.
Neuroliderança: compreender o cérebro para compreender pessoas
Dentro dessa visão ampliada de liderança, ganha relevância a neuroliderança, campo que aproxima conhecimentos sobre cérebro, comportamento e tomada de decisão das práticas de liderança.
A presença dessa abordagem é coerente com uma formação que entende que administrar empresas não significa administrar apenas números. Empresas são sistemas humanos.
Decisões, comunicação, conflitos, motivação, percepção de risco, relacionamento, criatividade e capacidade de adaptação passam pelo comportamento humano.
A PIB Education já levou, inclusive, especialistas em neurociência e liderança para suas atividades. Em 2024, por exemplo, o CEO da Heach RH Brasil, Elcio Paulo Teixeira, conduziu uma atividade para alunos sobre neurociência aplicada à potencialização de resultados de executivos.
Esse tipo de conteúdo amplia a concepção tradicional de Administração: formar alguém capaz não apenas de compreender uma organização, mas de compreender as pessoas que fazem a organização acontecer.
Uma graduação que começa na sala, mas não termina nela
Na PIB The New College, em São Paulo, o bacharelado em Administração foi estruturado em oito semestres e prevê experiências com empresas reais, projetos integradores, mentorias, networking e desafios empresariais. Os estudantes desenvolvem um negócio ao longo da formação e apresentam o projeto a uma banca de investidores.
A instituição também trabalha com diferentes possibilidades de trajetória, incluindo empreendedorismo e startups, sucessão familiar e carreira executiva/intraempreendedorismo.
O objetivo, portanto, não é simplesmente produzir mais um diploma de Administração.
É formar pessoas capazes de criar, assumir, transformar e liderar negócios.
Florianópolis e Rio de Janeiro entram no mapa em 2027
O projeto de expansão reforça a ambição nacional da PIB.
Em Florianópolis, a nova unidade está prevista para começar as atividades em fevereiro de 2027, no Hub Primavera, na SC-401, com uma primeira turma de 50 estudantes no bacharelado em Administração.
A escolha da capital catarinense também dialoga com o ecossistema de tecnologia e empreendedorismo da cidade. Segundo dados divulgados pelo Observatório de Inovação de Florianópolis e repercutidos pela imprensa local, o setor de tecnologia representa cerca de 21% do PIB municipal e movimenta aproximadamente R$ 14 bilhões.
No Rio de Janeiro, a expansão prevista para 2027 terá unidade em Ipanema, com uma primeira turma de 50 vagas. A formação será voltada a empresários, sucessores de empresas familiares e futuros executivos, com participação anunciada de nomes como João Kepler e Alfredo Soares.
A expansão para duas novas capitais coloca a PIB diante de um movimento maior: repensar o que significa preparar alguém para liderar em uma economia em transformação.
O CEO do futuro precisa ser mais do que um administrador
A grande provocação da PIB Education está justamente aí.
O profissional que chega ao mercado hoje encontra inteligência artificial, transformação digital, novos modelos de negócios, mudanças geracionais, novas relações de trabalho e uma velocidade de transformação que desafia modelos tradicionais de formação.
Nesse contexto, saber administrar uma planilha não é suficiente.
É preciso saber pensar, decidir, comunicar, liderar, vender, negociar, criar, adaptar-se e assumir responsabilidade pelas próprias escolhas.
Por isso, a proposta da PIB aposta em uma educação que aproxima conhecimento e experiência, teoria e execução, competência técnica e inteligência humana.
Uma formação em que os professores não são apenas aqueles que estudaram sobre o jogo, mas também aqueles que colocaram a própria pele em jogo.
E talvez essa seja uma das principais mudanças na educação de negócios: preparar o aluno não apenas para conseguir um cargo, mas para ser capaz de construir uma trajetória.


