9 de março de 2026

Presidente iraniano: ‘Resistiremos firmemente ao inimigo com todas as nossas forças’

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, enviou mensagem, neste domingo (8), aos Estados Unidos e a Israel. Em um discurso transmitido por canais oficiais, ele disse que o Irã defenderá seu território contra as ameaças externas e que suas forças armadas, incluindo a Basij, estão preparadas para frustrar qualquer plano dirigido à nação persa.

Pezeshkian enfatizou a importância de manter relações amistosas com os países da região e pediu cooperação para evitar divisões. “Devemos trabalhar juntos e não permitir que os Estados Unidos e Israel enganem os países da região para que entrem em confronto”, pontuou.

Pezeshkian reiterou que o Irã não cederá à pressão externa nem se submeterá à intimidação dos Estados Unidos ou de Israel.

Em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele afirmou que o Irã não cederá à desinformação nem às tentativas de criar conflitos internos na região.

“Resistiremos firmemente ao inimigo com todas as nossas forças, com a participação de todos os partidos, grupos e facções, e não permitiremos que eles tomem sequer um centímetro do território do nosso país”, acrescentou.

Participação de curdos

Após o início dos ataques de EUA-Israel ao Irã, Donald Trump e lideranças curdas admitiram estar em contato para uma possível entrada do grupo nos ataques contra o governo central do Irã. Analistas ouvidos pela reportagem do Brasil de Fato apontam que a estratégia visa, além da derrubada do regime de Teerã, estimular divisões internas e, consequentemente, enfraquecer o país.

Os curdos correspondem a cerca de 10% da população de 90 milhões de pessoas no Irã e se localizam na montanhosa região fronteiriça com o Iraque. De etnia própria — são sunitas ao contrário dos xiitas persas que dominam o Irã —, são considerados a maior nação sem Estado do mundo, espalhados também por partes de Turquia, Síria e Iraque.

Os curdos têm tradição de conflitos com os governos desses países, em busca de autonomia e um histórico de serem manipulados e posteriormente abandonados pelos EUA e o Ocidente.



Fonte ==> Brasil de Fato

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