21 de agosto de 2026

‘Saberemos resistir e vencer’, afirma Díaz-Canel, presidente de Cuba, após novas agressões dos EUA

O Governo de Cuba condenou, na quinta-feira (20), as novas agressões anunciadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos contra nove entidades e três funcionários cubanos.

Por meio de uma publicação nas redes sociais, o presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que o “único crime” cometido pelas entidades e pelos funcionários sancionados “é servir a Cuba, enfrentando o bloqueio genocida”.

“Saberemos resistir e vencer. E os EUA ficarão na vergonhosa lista de genocidas”, afirmou.

Por sua vez, o chanceler Bruno Rodríguez denunciou que as novas medidas buscam deliberadamente prejudicar a economia cubana e impedir que o governo garanta os serviços básicos à população.

“O secretário de Estado dos EUA continua punindo empresas cubanas com o propósito deliberado de afetar nossa economia e impedir que o governo de Cuba garanta os serviços básicos à população, que já se encontra em situação crítica em consequência do bloqueio”, afirmou.

Rodríguez também advertiu que as restrições afetam diretamente o transporte de contêineres com alimentos, medicamentos e insumos médicos destinados a Cuba.

Segundo denunciou Havana, atualmente mais de 7 mil contêineres com mercadorias destinadas a Cuba permanecem retidos em diferentes portos do Caribe, sem poder chegar à ilha em razão das ameaças do governo dos Estados Unidos. Entre eles está um contêiner com mais de 3,5 milhões de seringas e agulhas destinadas ao sistema de saúde de Santiago de Cuba.

A impossibilidade de essas mercadorias chegarem à ilha contribuiu para agravar a escassez de alimentos, medicamentos e insumos básicos, ao mesmo tempo em que gerou uma forte pressão sobre os preços e a inflação na ilha.

Sexta rodada de sanções desde janeiro

Trata-se da sexta rodada de medidas coercitivas unilaterais, as chamadas “sanções”, anunciadas pelo Departamento de Estado contra entidades e funcionários cubanos desde janeiro de 2026. Naquele momento, Washington intensificou sua política de “máxima pressão” sobre a ilha e estabeleceu um bloqueio energético por meio de ameaças de sanções contra qualquer país ou entidade que venda ou forneça petróleo ou combustível a Cuba.

A guerra econômica promovida por Washington busca afetar diretamente a economia cubana por meio do ataque a suas principais fontes de divisas e à sua capacidade de realizar transações comerciais internacionalmente.

A pedra angular dessa estratégia foi a assinatura da Ordem Executiva 14.404, no início de maio deste ano, por meio da qual os Estados Unidos ampliaram o alcance das chamadas “sanções secundárias”, que ameaçam sancionar empresas ou entidades não estadunidenses que mantenham relações comerciais com o Estado cubano.

Dessa forma, Washington ameaça congelar ativos ou bloquear o acesso ao sistema financeiro estadunidense de empresas ou bancos de outros países que mantenham transações comerciais ou forneçam apoio material a entidades e funcionários-chave do governo cubano.

Novas entidades e funcionários sancionados

Como parte da política de máxima pressão de Washington contra Havana, o governo dos Estados Unidos incluiu em sua lista de sanções nove empresas e instituições estatais.

Entre as entidades atingidas estão empresas estratégicas para a economia cubana. A Empresa de Níquel Comandante Ernesto Che Guevara, de propriedade estatal, dedica-se à extração e ao processamento de níquel e cobalto. A MetalCuba facilita a importação de produtos industriais de grande porte, incluindo combustíveis especializados e componentes metalúrgicos, enquanto a Acinox Comercial atua na importação e na exportação de produtos metalúrgicos e equipamentos industriais. Por sua vez, o Grupo Empresarial Geominero Salinero (Geominsal) atua no desenvolvimento e na comercialização de recursos minerais e de sal.

As medidas também atingem o Ministério da Construção de Cuba, responsável pela implementação da política de construção do país, e a Acorec S.A., que fornece trabalhadores cubanos a entidades estrangeiras que operam na ilha.

Também foram “sancionados” três funcionários vinculados ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap): seu presidente, Fernando González Llort; a primeira vice-presidente, Noemí Ramona Rabaza Fernández; e a diretora da área de América do Norte da instituição, Leima Martínez Freire.

Sem apresentar provas, o governo dos Estados Unidos acusa o Icap de promover o apoio a grupos de esquerda nos Estados Unidos e aponta especificamente sua suposta influência sobre mobilizações de grande escala, como as protagonizadas pelo Black Lives Matter e por ativistas pró-palestinos.



Fonte ==> Brasil de Fato

Leia Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *