O Chevrolet Sonic chega às lojas em maio como o último compacto da marca americana projetado antes de a parceria com a sul-coreana Hyundai ser anunciada. Conforme a montadora revela o modelo, aumenta a percepção de sua importância para a General Motors no Brasil.
Esperava-se por um carro com dimensões próximas às do Volkswagen Tera ou do Renault Kardian, mas a GM desenvolveu um produto para disputar mercado em uma faixa de preço superior.
Com 4,23 metros de comprimento e estilo cupê, o Sonic se aproxima do VW Nivus (4,27 metros) e do Fiat Fastback (4,44 metros). Para fazer frente ao Tera (4,14 metros), a Chevrolet vai relançar a versão Activ do Onix, que dessa vez trará suspensão elevada —na geração passada, as diferenças se limitavam a detalhes estéticos.
O rearranjo da linha busca aumentar o volume de vendas. A GM registrou queda de 12,4% nos emplacamentos em 2025 na comparação com 2024, segundo dados da Fenabrave (associação nacional dos distribuidores de veículos). Em 2026, os resultados são melhores.
Com 61,2 mil unidades licenciadas no primeiro trimestre, a venda de automóveis da marca Chevrolet acumula alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Esse resultado é impulsionado pela linha Onix, que cresceu 17,2% no acumulado de 2025. Foram comercializadas 30,4 mil unidades na soma de hatch e sedã. O carro passou por atualização na linha 2026, recebendo uma correia banhada a óleo mais resistente ao uso de lubrificantes fora da especificação de fábrica.
É da costela do Onix que nasce o Sonic. As portas são as mesmas, algo comum entre os SUVs derivados de hatches e sedãs compactos, e a distância entre os eixos também é de 2,55 metros. A capacidade do porta-malas deve superar os 415 litros disponíveis no Volkswagen Nivus, mas dificilmente vai passar dos 516 litros oferecidos pelo Fiat Fastback.
A GM ainda não confirmou se o motor 1.0 turbo flex (115 cv) do Sonic terá algum nível de eletrificação neste momento, mas é provável que essa opção só estreie em um ou dois anos. A tecnologia deve chegar primeiro ao motor 1.2 turbo flex (133 cv), que hoje equipa a picape Montana e as versões mais caras do SUV Tracker.
Para o posicionamento de mercado do Sonic, espera-se uma estratégia agressiva de preços, a fim de ganhar volume. Thomas Owsianski, novo CEO e diretor-geral da operação da montadora na América do Sul, acumulou experiência comercial ao atuar como executivo na área de vendas de diferentes montadoras.
É importante para a GM elevar sua participação de mercado em meio ao aumento da concorrência no setor automotivo, preparando-se para a chegada dos modelos desenvolvidos em parceria com a Hyundai (a partir da linha 2028). A união estratégica busca fortalecimento e redução de custos diante do avanço das montadoras chinesas na América Latina.
Fonte ==> Folha SP


