Às vésperas da Copa do Mundo de Futebol Masculino da Fifa, o rapper Rincon Sapiência lança o projeto “Homem Gol”, com novo single e um curta-metragem que marca sua estreia como diretor. Inspirado na cultura do futebol de várzea, o curta tem co-direção de Juliana Jesus e foi lançado em um evento no Museu das Favelas, em São Paulo, no domingo (10).
Em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, Rincon falou sobre sua trajetória no mundo do futebol. “Eu jogava em um time aqui da Quebrada, que era uma escolinha e time. O ponto mais alto que eu cheguei foi treinar na Portuguesa. Tive uma rotina de ir para o CT de treinamento, não era um atleta contratado, mas foi muito louco ver de perto o ambiente, a disciplina que exige do atleta”, conta.
O artista avalia que a relação da juventude atual com o futebol mudou muito, assim como a forma de se profissionalizar. “Eu ainda acho que o futebol brasileiro produz bons atletas e atletas com características brasileiras. O detalhe é que o mundo globalizou muito. Hoje em dia, o mundo entendeu o futebol. O futebol de rua praticamente não existe. O moleque da periferia prefere tentar a vida sendo um artista de funk, de trap”, diz.
Durante a conversa, Rincon também falou sobre o processo de finalização do novo disco “Um Corpo Preto”. “Passei o ano passado todo praticamente construindo o que faltava e regravando o que tinha que regravar, produzindo mais e alinhando tudo. Esse ano é só o ajuste fino. Dia após dia, eu vejo esse trabalho mais pronto”, afirma.
Leia a entrevista completa:
Brasil de Fato: Você já assinou muitas direções em clipes, mas a direção de um curta-metragem é inédita. Apresenta para a gente o “Homem Gol”.
Rincón: É um trabalho bem especial, no qual eu trago o tema futebol, que é algo que não parece, mas que eu gosto muito e que costurou a minha construção como artista — e também no que diz respeito ao meu nome, às relações pessoais que eu criei na minha quebrada. Então o futebol tem uma função bem importante no que eu vim a fazer na arte. Eu percebi que existia um lugar bonito e genuíno de cantar o futebol.
Às vezes a gente tem uma ideia um pouco equivocada que coloca o futebol no automático como um lugar de alienação, sendo que, na verdade, ele é uma expressão artística, é um esporte, tem a ver com saúde. E principalmente na quebrada, com a cultura de futebol de várzea, de jogar racha na rua, esse tipo de coisa, é algo que une e norteia as pessoas.
Eu fui cooptado pelo futebol. Então foi massa trazer essa temática para a minha arte de uma forma que eu ainda não havia trazido. E foi legal também estar ali junto ao processo do filme.
A Monomito Produções produziu, a Juliana Jesus dirigiu, e eu sou aquele cara entusiasta do audiovisual. Já cheguei a estudar numa ONG e tive trabalhos relacionados ao audiovisual. Então eu tenho gosto e opinião, fico ali sempre perto, falando algumas coisas, mas também dando espaço criativo para a rapaziada criar. Eles criaram muito bem; a gente está com um filme lindo na mão.
Em algum momento você teve a ambição, chegou a pensar em ser jogador de futebol?
Eu tive. Jogava num time aqui da quebrada, que era uma escolinha e time. Sendo realista, aos seus 15, 16 anos, se você não consegue algo, já fica bem na área de emergência sobre se profissionalizar. Chegou um momento em que o treinador começou a fazer conexões para levar alguns atletas para clubes, de onde eu jogava. O ponto mais alto que eu cheguei foi treinar na Portuguesa.
Tive uma rotina de ir para o CT de treinamento. Não era um atleta contratado, mas foi muito louco ver de perto o ambiente, a disciplina que se exige do atleta, que honestamente foi um ponto. Eu gostava muito da rua, gostava de ficar até tarde, e futebol é um esporte que exige, na sua infância e adolescência, acordar cedo, jogar bola, descansar, e eu não segurei essa onda não.
Qual a posição que você jogava, Rincón?
Jogava de volante. Eu gostava de jogar mais na frente, mas os caras eram todos bons, aí fui recuando e fiquei de volante.
Tem esse debate sobre o futebol ser alienador e, mais do que isso, a gente vive o momento do futebol em dois aspectos. Primeiro, dessa mercantilização, da capitalização, e também esse clima de Copa do Mundo. Você nasceu na década de 80, então viu o futebol brasileiro ser incontestável, ganhando o tetra, ganhando depois o penta, mas hoje o que a gente vê, nesses últimos 15 anos, é um futebol que não faz frente. Você tem medo de que esse espírito do brasileiro de ser o campeão do futebol se perca para as próximas gerações?
Eu ainda acho que o futebol brasileiro produz bons atletas, com características brasileiras, do drible, o que faz a diferença. Isso ainda é, hoje, um diferencial positivo para o futebol brasileiro. O detalhe é que o mundo globalizou muito, então você vai pegar bons jogadores, excelentes, que sejam da Geórgia, de Marrocos, do Japão, de diversos países do continente africano, por exemplo. Hoje em dia, o mundo entendeu o futebol, sabe jogar futebol, pratica. Então não existe mais um lugar de exclusividade onde o Brasil é amarelinha — isso já não existe mais.
E o outro ponto é o trabalho de base que a gente perdeu, porque nessa globalização o futebol mundialmente ficou nivelado. Antes, o Brasil era extremamente diferente. A capacidade de improviso de quem jogou no campo de terra, de quem jogava por diversão, tocava na bola a todo momento, gostava de tirar a onda, dar uma caneta, se divertir, dançar, curtir. Isso não é baseado em pesquisa nenhuma, dados nenhum, mas basta a gente ir para a rua, para as mesmas ruas em que eu jogava bola, hoje as quadras estão vazias. O futebol de rua praticamente não existe.
O moleque de periferia prefere tentar a vida sendo artista de funk, de trap, mais do que querer jogar bola, porque ele sabe que no futebol vai depender de um agente, de alguém que indique, de alguém influente para estar com ele. Às vezes ele vai ser bom e não vai conseguir. Eu sinto também esse perfil do atleta de periferia mais desestimulado do que antes.
Antes, a gente jogava na rua e sonhava que um dia poderia estar na seleção de alguma forma. Não me pergunte como, mas a gente sonhava. Hoje em dia, eu acho que o moleque de quebrada já se relaciona diferente com o futebol, e o resultado disso está sendo o 7 a 1, ser eliminado nas quartas de final e coisas desse tipo.
Como você vê esse movimento dos jovens irem mais para o campo artístico? Você vê com preocupação ou vê também como uma saída natural que a população encontra frente à realidade atual?
Acaba sendo uma saída natural, mas como gosto muito de futebol, gostaria de ver as quadras cheias. O que eu lembro do futebol de quando eu praticava são coisas que ocorrem atrás, a gente falar: “Pow, preciso ir ao parque dar uma corrida, vou para a academia.”
Era algo muito rico que eu já tinha no meu bairro: tinha um treinador, tinha treinamento físico, tinha o jogo coletivo que a gente fazia, até mesmo no sentido de formar o cidadão, era legal jogar bola, treinar futebol, cuidar do corpo, correr, fazer exercícios.
E hoje em dia, a gente tem uma geração que dedica o tempo ao celular e, quando não está no celular, quer fazer dinheiro, quer fazer acontecer, e o futebol não tem sido a prioridade para muitos dos moleques. Então isso, como um amante de futebol, acaba sendo negativo.
A gente tinha imaginado que éramos os maiores do futebol, e perder isso também afeta a autoestima brasileira, mesmo para aquela senhora que não acompanha futebol; de repente ver o Brasil tomando 7 a 1 mexe com a autoestima dessa pessoa.
Total, é lamentável. E tem esse trabalho de base. O Brasil ganhou cinco estrelas na Copa do Mundo. O futebol move o mundo, a gente usa roupa de time para sair, as roupas são caras, o ingresso para o estádio também. Então a experiência do futebol não é pouca coisa. Se você pegar o rei, é brasileiro, de todos os tempos: o Pelé. E a seleção brasileira com seus cinco títulos mundiais. Dito isso, o que se faz para a gente manter isso? A CBF tem um projeto para captar os moleques, para dar uma bolsa de estudos, como na NBA, que tem um trabalho relacionado aos estudos? O que é feito para que essa magia se mantenha ainda hoje, para que o Brasil conquiste mais estrelas? Eu não vejo muita coisa.
Sobre as Sociedades Anônimas do Futebol: como você vê isso? Clubes que, a princípio, eram organizações sem necessariamente ter essa pretensão de lucro se transformando numa indústria de papel e caneta?
O meu time, no caso, faz parte do panteão que não é uma SAF, mas é um time muito bem estruturado financeiramente, ganha títulos, vende jogadores valiosos. Então o Palmeiras está muito bem.
Agora, tem times cheios de história, cuja marca é muito forte — muitas das vezes até mais forte que a do Palmeiras —, mas estão cheios de dívida. E esse lugar da SAF, de chegar um mandachuva cheio de dinheiro e resolver a encrenca, está se tornando tentador. Muitos torcedores acreditam que o time faz parte do povo, da torcida, aquela coisa toda, mas é controverso. Tem times muito populares, cuja marca é boa, o número de torcedores é incrível, mas que estão mergulhados em problemas. A partir do momento que alguém compra o clube, ele vira propriedade dessa pessoa ou desse grupo empresarial, e muitos torcedores rejeitam essa hipótese. Mas eu acredito que alguns clubes importantes vão ceder a essa realidade das SAFs e vão ter que lidar com o torcedor em relação a isso.
Quero te ouvir sobre o Neymar, que é uma figura que também tem um apoio gigante da população brasileira, mas a gente sabe que ele é muito criticado por algumas atitudes. Queria ouvir de um rapper palmeirense se o Neymar tem adesão ou não da população.
Ele é muito querido. Existe uma geração gigantesca de torcedores e amantes do futebol que viram unicamente no Neymar essa magia que eu tive a oportunidade de ver em vários outros atletas.
De ver o Ronaldo Fenômeno, o Romário, o Gaúcho, Djalminha, o Alex, enfim, o panteão de jogadores brasileiros e não brasileiros que apresentavam um futebol de alto nível. E uma geração mais nova, principalmente falando de atletas brasileiros, teve no Neymar o seu grande atleta, até porque eu também poderia citar alguns pontos não tão positivos em relação ao Neymar, mas o que eu reconheço é que ele está na prateleira dos gênios do esporte. E, para além disso, ele foi um cara isolado na geração dele.
Os demais companheiros dele são muito bons jogadores, porém aquém do nível que ele oferece, e isso prejudicou o Neymar. Agora, em relação à presença dele na Copa, que é o grande detalhe, as pessoas falam: “Pow, leva ele com uma perna só.” A gente tem que ver se os nossos adversários estão inteiros, se sabem jogar bola tão bem quanto a gente, e ninguém está de bobeira. Mas ele tem subido muito de nível em relação ao que estava apresentando pós-contusão, então não seria um absurdo não levá-lo e não seria um absurdo levá-lo também.
Vamos falar do novo álbum. Já tem nome? É “Homem Gol”?
Não, o “Homem Gol” é o desse lançamento exclusivamente, com a Marissol Mwaba e com o Péricles. O álbum vai se chamar “Um Corpo Preto”. Estou muito feliz porque faz um tempo que estou levantando repertório, mas foi o ano passado que peguei firme para esculpir esse disco. Passei o ano passado todo praticamente construindo o que faltava construir, regravando o que tinha que regravar, produzindo mais e alinhando tudo. E esse ano é só o ajuste fino. Dia após dia, eu vejo esse trabalho mais pronto.
A faixa “O Mengão” é muito especial, tem essa narrativa que eu trago, muito inspirada no Jorge Ben. Eu tenho a Marissol, que é das artistas mais talentosas que eu conheço. Uma coisa é você ter a experiência de escutar as músicas dela e ouvir a voz, que é muito boa. Mas o outro detalhe é a experiência de estar no estúdio, estar trocando, compondo junto, e ela é muito mágica: toca instrumentos, canta muito bem, compõe muito bem. E o Péricles é o rei da voz, um cara incrível, é aquele artista que eu ouvi nos anos 90 nas FMs, assistindo os programas de auditório da TV. Ouvi muito o Exaltasamba. É um orgulho gigantesco dividir uma faixa com ele. Tenho sido feliz com as realizações em relação à música que tenho conseguido fazer nesse ano e não vejo a hora de expor o restante das surpresas que tem aí para o pessoal.
Teve essa parceria incrível com a Anitta. Como foi isso?
Ela fez um lançamento que englobou duas músicas juntas, eu estou na música “Nanã”, que é eu, Anitta e a Kings. Foi muito massa: eu gravei daqui, mandei, e daí a música foi se desenrolando. A gente teve uma recepção muito massa do staff dela e por parte dela também.
Eu posso ficar como suspeito pelo fato de ter participado do disco, mas eu vi que ela fez um álbum muito bom, de muito bom gosto, mostrou uma maturidade muito necessária para um artista pop. Isso é se atualizar — a Beyoncé fez muito bem isso depois de uma certa idade, o Bruno Mars, The Weeknd. Artistas que têm qualidade passam por esse processo de readequar o seu posicionamento dentro da música pop. Eu acho que a Anitta fez muito bem.
Para fechar, a última pergunta: a gente vai ganhar a Copa ou não?
De quatro em quatro anos é aquela ilusão, você começa a escalar o seu time, falar muito sobre futebol. Eu acho que vale a brasilidade, o jeito do brasileiro de ser e falar que é possível ganhar essa Copa, mas eu vejo pelo menos umas cinco ou seis seleções com qualidade superior à nossa. Mas o jogo é jogado.
Conversa Bem Viver

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Fonte ==> Brasil de Fato

