26 de julho de 2026

Miguel Díaz-Canel abre Dia da Rebeldia Cubana com críticas aos EUA: ‘Política genocida’

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel iniciou, na manhã deste domingo (26), as celebrações do Dia da Rebeldia Cubana na Praça da Revolução, na cidade de Pinar del Río, a cerca de 170 quilômetros da capital, Havana. Em discurso reproduzido na conta oficial da Presidência de Cuba na rede social X, Díaz-Canel celebrou a data, que marca o início da Revolução Cubana com o assalto ao Quartel Moncada, e declarou que o país enfrenta um desafio semelhante ao de 73 anos atrás em sua relação com os Estados Unidos.

“As gerações atuais atuam contra os muros de uma política genocida que se propõe a asfixiar toda a população e se apropriar do país. Cuba não é uma ameaça nem para os Estados Unidos nem para outro país. Somos um povo nobre, que salva vidas onde outros as destroem, que envia médicos e professores para onde outros mandam bombas”, declarou o presidente.

No sábado (25), Díaz-Canel reuniu-se com uma delegação de representantes de diferentes países que foram prestar solidariedade à ilha caribenha. Em seu discurso, o presidente destacou os impactos do cerco energético sobre a saúde pública. Segundo ele, nos últimos seis meses, apenas um navio com combustível chegou ao país. O impacto foi imediato e um dos principais indicadores sociais de Cuba, a taxa de mortalidade infantil, já dobrou. De acordo com dados de 2023 da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país registrava quatro mortes a cada mil nascidos vivos, índice considerado baixo.

Dia da Rebeldia Cubana

A noite de 26 de julho foi escolhida para a tomada do Quartel Moncada por coincidir com o Carnaval, o que facilitaria o deslocamento dos combatentes sem despertar suspeitas. “A ideia de Fidel era iniciar uma insurreição popular armada. E, para isso, ele teve que tomar um quartel com armas para entregá-las ao povo”, contou ao Brasil de Fato o professor da Universidade do Oriente, em Cuba, Frank Josué Solar, em entrevista realizada em 2023.

As articulações contra o governo cubano, então alinhado aos Estados Unidos, já vinham sendo construídas havia alguns anos e ganharam força após o golpe militar liderado por Fulgêncio Batista, que havia sido presidente do país entre 1940 e 1944 e retornou ao poder em 1952, após perder as eleições. A ação do Dia da Rebeldia não foi bem-sucedida. Fidel Castro foi preso por dois anos e libertado após pressão popular. A vitória da Revolução Cubana viria anos mais tarde, em 1º de janeiro de 1959.



Fonte ==> Brasil de Fato

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